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terça-feira, 23 de outubro de 2018

Sete marcas de azeite são reprovadas pela Proteste

A Associação de Consumidores divulgou nova análise com mais de 60 versões do óleo de oliva - e há boas e más notícias

A Proteste, Associação de Consumidores, divulgou os resultados de uma nova avaliação feita com azeites de oliva ditos extravirgens. No total, 69 marcas foram submetidas ao pente-fino. O diferencial desse teste, segundo a entidade, é que ele contou com mais amostras. Além disso, incluiu azeites brasileiros, já que a produção nacional está em ascensão.

Das 69 marcas avaliadas, sete foram consideradas fraudadas. É que, embora a embalagem dissesse que se tratava do tipo extravirgem, a Proteste identificou, em laboratório, vestígios da adição de outros óleos vegetais na embalagem – o que não poderia acontecer. As marcas são: Barcelona, Porto Valência, Casalberto, Olivenza, Faisão, Borgel e Do Chefe. As duas últimas já tinham sido reprovadas em testes anteriores pela mesma razão.

De acordo com a Proteste, o azeite das marcas Do Chefe, Barcelona e Olivenza não são envasados no local de produção. Quando o óleo vai para a garrafa logo após sua extração, há menor risco de ele oxidar e também de ser misturado a outras substâncias.

Na avaliação sensorial, mais problemas. A maioria das marcas desclassificadas foi considerada lampante. Isso significa que o produto veio de azeitonas deterioradas ou fermentadas – por esse motivo, nem deveria chegar ao mercado. Para ser comercializado, o certo seria refiná-lo para retirar as impurezas e misturá-lo com azeite. A exceção ficou por conta da marca Barcelona, definida como virgem pelo teste.

A Proteste ainda considerou certas marcas como “fora do tipo”. La Pastina, Vilaflor, Prezunic, Great Value, Obra Prima, Estoril, Paesano, Camponês e Bom dia deveriam ganhar a classificação de virgem, enquanto o azeite Casa Medeiros merecia ser reconhecido como lampante.

Também dá para comemorar
Além do “Melhor do Teste” (o azeite Prosperato Premium), há outros três produtos brasileiros entre os dezprimeiros colocados da avaliação. Isso confirma a qualidade dos azeites nacionais. Veja a lista clicando aqui.

As marcas analisadas
A lista completa é essa: Allegro, Andaluzia, Andorinha, Báltico (Broto Legal), Barcelona, Batalha, Bom dia, Borgel, Borges, Borges Sybaris, Borriello, Camponês, Carbonell, Cardeal, Carrefour, Casa Medeiros, Casalberto, Cocineiro, Deleyda, Delfos, Do Chefe, Don Giovanni, EA, Estoril, Faisão Real, Filippo Berio, Gallo, Gallo Grande Escolha, Great Value, Herdade do Esporão, La Española, La Pastina, La Violetera, Maria, Menoyo, Monde, Mondegão, Mytholio, Nova Oliva, Obra Prima, Olitália, Olivas do Sul, O-live, Oliveira Ramos, Oliveiras do Seival, Olivenza, Ouro de Santana, Paesano, Paganini, Parus, Porto Valência, Portucale, Prezunic, Prosperato, Qualitá, Raniere, Renata, Rey, Santa Maria, Santiago, Serrata, Star, TAEQ, Terrano, Toureiro, Tradição Brasileira, Verde Louro, Vila Flor e ZOH.

No que ficar de olho para identificar um produto de qualidade
Data de produção: dê preferência aos mais novos. É que, com o tempo, os polifenóis do azeite vão se perdendo.

Local de envase: o desejável é que tenha sido embalado no país de origem. Isso reduz o risco de fraudes, como inclusão de outros óleos.

Ingredientes: na lista, deve constar apenas “azeite de oliva extravirgem”. Afinal, o produto nada mais é do que o sumo da azeitona.

Preço: evite marcas baratas: é indicativo de misturas. E ninguém merece pagar 10 reais em óleo comum.

Tipo de recipiente: escolha garrafas escuras e do fundo da prateleira. Sinal de que os polifenóis estão mais blindados.

Letras miúdas: ao ler “tempero português” ou “tempero espanhol”, significa que é mistura, e não azeite puro.

Fonte: https://saude.abril.com.br/alimentacao/sete-marcas-de-azeite-sao-reprovadas-pela-proteste/ - Por Da Redação - Foto: Bruno Marçal/SAÚDE é Vital

segunda-feira, 9 de abril de 2018

Os 8 tipos de bullying

A agressão tem várias formas e nem sempre é evidente. Conheça as diferentes versões do bullying e os efeitos na vítima e também no autor

Alguns comportamentos parecem, mas não são. Outros não parecem, mas são. Enfrentar as agressões físicas e verbais do bullying pode se transformar num jogo de encaixar peças, que requer a participação das crianças, dos pais e da escola. De olho nisso, a Sociedade Brasileira de Pediatria lançou um guia para dar os caminhos da prevenção e do controle desse problema.

Em primeiro lugar, vale dizer que o bullying se caracteriza pela repetição de atitudes agressivas e de intimidação entre estudantes. Uma pesquisa do Fundo das Nações Unidas para a Infância (Unicef) mostra que o Brasil ocupa o quarto lugar no ranking de países que mais abrigam esse comportamento.

Para ter ideia, 43% das crianças e dos jovens estão passando por apuros do tipo. Essa hostilidade tem impacto na saúde mental de todos os envolvidos, sobretudo das vítimas. Mas não há só um tipo de bullying, não. A seguir, conheça as diferentes versões do problema.

Os 8 tipos de bullying

1- Físico
Inclui beliscões, socos, chutes, empurrões e afins. Aproximadamente 3% dos mais jovens pelo mundo passam por ele.

2- Verbal
É o mais comum: relatado por 13% dos estudantes. É composto de apelidos, xingamentos e provocações.

3- Escrito
Quando bilhetes, cartas, pichações, cartazes, faixas e desenhos depreciativos são usados para atacar os colegas.

4- Material
Ter seus pertences danificados, furtados ou atirados contra si faz parte da rotina de cerca de 5% das vítimas.

5- Cyberbullying
A agressão se dá por meios digitais, como e-mail, fotos, vídeos e posts e, em pouco tempo, alcança muita gente. Devido à sua rápida disseminação, hoje a ofensa online chega a ser mais impactante nos círculos escolares.

6- Moral
A tática aqui é difamar, intimidar ou caluniar imitando ou usando trejeitos próprios do alvo como armas.

7- Social
Criar rumores, ignorar, fazer pouco caso, excluir ou incentivar a exclusão com objetivo de humilhar estão entre as artimanhas.

8- Psicológico
Todos os tipos têm um componente que afeta a saúde mental, mas aqui se destaca a pressão na psique induzida por diversos meios.

Os protagonistas
Até quem fica de fora, só olhando o bullying acontecer, tem papel nessa história. Veja:

Espectador
O silêncio ou as risadas dos que estão em volta reforçam, ainda que sem intenção, ataques físicos ou verbais. Muitas vezes, essa conduta é fruto do medo de se tornar o próximo alvo.
O clima de insegurança também é prejudicial para quem está na plateia. Por outro lado, seu suporte ajuda a frustrar o bullying e coibir ações semelhantes. Afinal, quando as pessoas ao redor deixam de apoiar o bullying, o autor tende a ficar sozinho e parar de constranger os alvos.

Alvo
As marcas da perseguição podem ser tão profundas em quem está no olho do furacão que os traumas reverberam para o resto da vida. Diante da coação, alguns se manifestam de forma insegura e não se defendem.
Outros mostram um temperamento mais exaltado e revidam. Tem gente que se sente culpada por sofrer, enquanto outros descontam a frustração nos colegas.

Autor
No bullying, o autor sabe que sua ação poderá machucar o outro, mas faz mesmo assim, sem pesar consequências. Tanto quanto o alvo, quem pratica o bullying precisa de atenção e, em alguns casos, tratamento.
O autor também apresenta um risco maior de desenvolver adversidades mentais. É importante buscar respostas sobre a origem do comportamento hostil. Baixa estima e depressão podem ser tanto causa como consequência do bullying.


Fonte: https://saude.abril.com.br/bem-estar/os-8-tipos-de-bullying/ - Por Karolina Bergamo - Ilustração: Bruno Nunes/SAÚDE é Vital